TERAPIA PROFILÁTICA OU TRATAMENTO PREEMPTIVO COM VALGANCICLOVIR EM PACIENTES TRANSPLANTADOS RENAIS?

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O transplante renal é uma das formas mais eficazes de tratamento para pacientes com doença renal terminal, no entanto, a imunossupressão necessária para evitar a rejeição do enxerto pode aumentar o risco de infecções virais, como a infecção pelo vírus do herpes humano (HSV) e o citomegalovírus (CMV).

O transplante renal é uma das formas mais eficazes de tratamento para pacientes com doença renal terminal, no entanto, a imunossupressão necessária para evitar a rejeição do enxerto pode aumentar o risco de infecções virais, como a infecção pelo vírus do herpes humano (HSV) e o citomegalovírus (CMV). Por tal motivo, a terapia profilática com valganciclovir é frequentemente usada para prevenir a infecção pelo CMV em pacientes transplantados renais.

O valganciclovir é um pró-fármaco do ganciclovir, um agente antiviral com ação contra o CMV. A terapia profilática com valganciclovir é iniciada após o transplante renal e continua por um período variável de tempo, geralmente seis meses. A dosagem do valganciclovir é ajustada com base na função renal do paciente. Outra estratégia utilizada é a terapia preemptiva que consiste na medição da DNAemia com início do tratamento após aumento da carga viral, porém qual estratégia é melhor para prevenir a infecção pelo CMV?

Foi realizado um estudo clínico randomizado (1) que comparou a profilaxia com valganciclovir versus terapia preventiva em pacientes receptores de transplante renal para determinar a melhor abordagem para prevenção da infecção pelo CMV. O estudo foi publicado na J Am Soc Nephrol em maio de 2023.

Os resultados mostraram que a incidência de rejeição aguda não foi significativamente diferente entre os grupos, mas a profilaxia com valganciclovir resultou em menor incidência de rejeição subclínica. Ambas as abordagens preveniram a doença pelo CMV, mas a terapia preventiva resultou em maior taxa de CMV DNAemia e exposição menor ao valganciclovir e à neutropenia.

Em conclusão, a profilaxia com valganciclovir não resultou em redução significativa da incidência de rejeição aguda em comparação com a terapia preventiva em pacientes receptores de transplante renal.

Referência:

  1. Reischig T, Vlas T, Kacer M, et al. A Randomized Trial of Valganciclovir Prophylaxis Versus Preemptive Therapy in Kidney Transplant Recipients. J Am Soc Nephrol. 2023;34(5):920-934. doi:10.1681/ASN.0000000000000090

Para acesso ao artigo, acesse:https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/36749127/

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