FEBRE MACULOSA
FIM DAS MEDIDAS PARA ENTRADA DE VIAJANTES NO BRASIL RELACIONADAS À PANDEMIA DE COVID-19.
15/06/2023
PROVÁVEL MUDANÇA NA PRÁTICA CLÍNICA APÓS A ASCO 2023.
23/06/2023
FIM DAS MEDIDAS PARA ENTRADA DE VIAJANTES NO BRASIL RELACIONADAS À PANDEMIA DE COVID-19.
15/06/2023
PROVÁVEL MUDANÇA NA PRÁTICA CLÍNICA APÓS A ASCO 2023.
23/06/2023

A febre maculosa é uma doença infecciosa transmitida por carrapatos, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii.

A febre maculosa é mais comumente encontrada em áreas arborizadas e com presença de carrapatos infectados, sendo endêmica em várias regiões do mundo, incluindo algumas áreas dos Estados Unidos, América do Sul, África e Europa.

A principal forma de transmissão da febre maculosa é por meio da picada do carrapato infectado. Os carrapatos adquirem a bactéria ao se alimentarem do sangue de animais infectados, como roedores e cães, e posteriormente passam a infecção para humanos quando se alimentam de seu sangue. Além disso, a transmissão também pode ocorrer por meio do esmagamento do carrapato infectado, permitindo que a bactéria entre em contato com a pele ou mucosas.

Os sinais e sintomas da febre maculosa costumam se manifestar dentro de 2 a 14 dias após a picada do carrapato. Os sintomas iniciais incluem febre alta, dor de cabeça intensa, mal-estar, calafrios, náuseas, vômitos, dor abdominal e dores musculares. Além disso, cerca de 3 a 5 dias após o início da febre, podem aparecer manchas vermelhas na pele (erupção cutânea maculopapular), que geralmente começam nas extremidades e se espalham pelo corpo.

O diagnóstico da febre maculosa é desafiador, uma vez que os sintomas iniciais são semelhantes a outras doenças febris. No entanto, é importante considerar a possibilidade de febre maculosa em pacientes que residem ou visitaram áreas endêmicas, especialmente durante os meses mais quentes, quando a atividade dos carrapatos é mais intensa. Exames laboratoriais, como a detecção de anticorpos específicos ou a reação em cadeia da polimerase (PCR), podem ser realizados para confirmar a presença da bactéria.

O tratamento precoce é fundamental para prevenir complicações graves e reduzir a mortalidade associada à febre maculosa. A doxiciclina é o antibiótico de escolha e deve ser administrada o mais rápido possível, mesmo antes da confirmação laboratorial, com base na suspeita clínica. Outros antibióticos, como as tetraciclinas, também podem ser utilizados, mas é importante considerar as contraindicações e precauções, especialmente em gestantes e crianças.

Além do tratamento com antibióticos, a febre maculosa requer cuidados de suporte, como hidratação adequada, controle da febre e alívio dos sintomas. Em casos graves, a hospitalização pode ser necessária para monitoramento mais intensivo e suporte vital, especialmente em pacientes com complicações como insuficiência respiratória, disfunção renal, problemas neurológicos ou coagulopatias.

A prevenção da febre maculosa envolve medidas para evitar a picada de carrapatos infectados. Recomenda-se o uso de roupas de manga longa, calças compridas e repelentes de insetos contendo DEET quando estiver em áreas com carrapatos. É importante examinar cuidadosamente o corpo em busca de carrapatos após atividades ao ar livre e removê-los corretamente, utilizando pinças para evitar deixar partes do carrapato na pele.

Em resumo, a febre maculosa é uma doença infecciosa transmitida por carrapatos, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii. É importante considerar a febre maculosa em pacientes que residem ou visitaram áreas endêmicas, especialmente durante os meses mais quentes. O tratamento precoce com doxiciclina é essencial, juntamente com cuidados de suporte. A prevenção envolve evitar a picada de carrapatos infectados por meio do uso de roupas adequadas e repelentes, além de realizar verificações cuidadosas do corpo após atividades ao ar livre.

Fonte:
MinistériodaSaúde.SecretariadeVigilânciaemSaúde.DepartamentodeImunizaçõeseDoenças Transmissíveis. Febre maculosa : aspectos epidemiológicos, clínicos e ambientais / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância
em Saúde, Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis. – Brasília : Ministério da Saúde, 2022. 160 p. : il.

doctorhub.com.br

Comments are closed.