
Psicodélicos na Recuperação de AVC: Uma Nova Abordagem Terapêutica?
17/03/2025
Estudo pioneiro revela que o trauma pode deixar marcas no DNA por gerações
20/03/2025
A cardiomiopatia amiloidótica por transtirretina (ATTR-CM) é uma doença progressiva e frequentemente subdiagnosticada, associada à insuficiência cardíaca e a um risco elevado de mortalidade. Até recentemente, as opções terapêuticas eram limitadas, mas o estudo ATTRibute-CM, publicado no Journal of the American College of Cardiology, traz descobertas inovadoras sobre a eficácia do Acoramidis, um estabilizador oral seletivo da transtirretina (TTR). Os resultados demonstram uma redução significativa na mortalidade e nas hospitalizações cardiovasculares, apontando para uma mudança radical no manejo dessa condição debilitante.
Metodologia do Estudo
O estudo fase 3, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo acompanhou 632 pacientes com ATTR-CM ao longo de 30 meses. Os participantes foram divididos em dois grupos:
✔ Grupo Acoramidis: recebeu 800 mg duas vezes ao dia.
✔ Grupo Placebo: recebeu uma substância inativa para comparação.
Os desfechos principais incluíram:
- Mortalidade por todas as causas (ACM)
- Hospitalizações cardiovasculares (CVH)
- Níveis do peptídeo natriurético (NT-proBNP)
- Capacidade funcional avaliada pelo teste de caminhada de 6 minutos
Resultados Principais
Os achados do ATTRibute-CM são promissores e reforçam o papel do Acoramidis na estabilização da ATTR-CM:
🔹 Redução do risco de mortalidade e hospitalizações:
- Pacientes tratados com Acoramidis tiveram uma redução de 36% no risco combinado de morte ou primeira hospitalização cardiovascular em comparação com o grupo placebo (HR: 0,64; p = 0,0008).
- O número de hospitalizações cardiovasculares foi 50% menor no grupo Acoramidis.
🔹 Benefício precoce e sustentado:
- As curvas de sobrevida começaram a divergir no terceiro mês de tratamento, sugerindo um efeito rápido e contínuo.
- O Acoramidis estabilizou a TTR de forma mais eficaz do que o Tafamidis, medicamento padrão até então.
🔹 Perfil de segurança favorável:
- O Acoramidis foi bem tolerado, sem sinais de toxicidade significativa.
- Os eventos adversos mais comuns foram leves e não levaram à interrupção do tratamento.
O Futuro do Tratamento da Amiloidose Cardíaca
Os resultados do estudo sugerem que o Acoramidis pode se tornar o novo padrão ouro no tratamento da ATTR-CM, reduzindo drasticamente hospitalizações e melhorando a sobrevida dos pacientes. No entanto, algumas questões permanecem abertas:
💡 O tratamento precoce poderia evitar a progressão da doença em pacientes assintomáticos?
💡 O Acoramidis substituirá completamente o Tafamidis, ou haverá espaço para uma abordagem combinada?
Estamos entrando em uma nova era no tratamento da amiloidose, levantando o questionamento sobre a monoterapia ou terapia combinada. Porém, a acessibilidade dos pacientes a novos tratamentos e a provável terapia combinada é um desafio maior a ser atingido.